Minimalismo e o consumo consciente

Há algum tempo tenho pensado em como nós, seres humanos, conseguimos acumular tantas coisas e trambolhos durante alguns anos de vida. To falando de excessos e coisas totalmente inúteis pelo simples prazer de tê-las. Isso vale pra aquele monte de roupa que você não usa há déeeecadas! Ou aquele monte de potinhos de plástico que você insiste em acumular e não emprestar pra ninguém. (Deus ta vendo!)

Nos últimos tempos, mais especificamente do início de 2016, ano passado, pra cá, tenho colocado muitas coisas pra fora da minha vida e procurado viver apenas com o necessário. Tirando a comida, porque comida e experiências gastronômicas nunca são demais (risos).

Quando digo apenas o necessário, to falando em como aprendi a viver, entre todas as coisas, com 3 calças jeans, dois blazers (um preto e um nude), uma bota, uma sandália de salto, duas alpargatas, um All Star, dois ou três pares de sapatilhas e um de havaianas. Sem contar as “brusinhas” lisas que em sua maioria são a verdadeira definição de peças coringas.

To citando as roupas, pois foi ali que já deixei boa parte dos meus salários durante a vida. Ahh, e os sapatos também, afinal, qual mulher não A-DO-RA sapatos. Heim? (eu poderia ter comido muito bem com toda a grana que já gastei com tanta besteira).

Mas muita coisa, depois que comecei a me importar mais com o sentir do que com o ter, mudaram em minha vida. Desde as relações, até as atitudes perante as pessoas que se julgam melhores do que o restante do mundo só por estarem usando uma peça de marca.

Que fique claro! Eu adoro coisas de marca, pois na maioria das vezes são coisas de qualidade e atemporais, porém, o que vejo como negativo são pessoas que se sentem superiores aos outros por possuírem um objeto de valor. Meus queridos, felizmente a classe e a elegância não dependem do que você veste, mas quem você é vestindo aquilo, do seu comportamento e atitude perante a sociedade. Isso sim te define!

Escrevi toda essa reflexão pra falar de um assunto que me trouxe até aqui.

Consumo consciente e minimalista

Não sou uma expert no assunto, mas o que pesquisei e acabei tirando de referência por aí, está me ajudando a chegar ao ponto que eu realmente quero (a verdade é que esse assunto da muito pano pra manga e terão outros posts sobre isso no blog).

Quando ouvimos falar em “menos é mais” já nos remete a algo chique e sofisticado, coisa de gente fina, não é?

Mas o minimalismo, principalmente no universo da moda, tem diversos significados e sentidos, principalmente para quem o adota como estilo de vida.

Esse termo foi gerado e visto nas roupas da década de 90 (melhor época da moda EVER!), mas foi na arquitetura do comecinho do século XX que o minimalismo apareceu com diversas referências orientais. A ideia dos arquitetos e dos designers era acabar com os excessos de informações e manter só o que era essencial, além disso, um dos principais focos desse movimento era trazer praticidade e funcionalidade aos ambientes.

O minimalismo tem características marcantes, é composto por linhas geométricas, cores lisas e claras, pouca mobília e decoração com objetos. Aliás, foram dois extremos, pois a década de 80 foi marcada por grandes excessos, acalentada pelo minimalismo MA-RA dos anos 90.

Depois de algum tempo esse conceito chegou ao universo da moda com uma proposta simples e sóbria, cores lisas, recortes geométricos, com peças que proporcionassem conforto e praticidade, com todos esses atributos e o passar nos anos, o minimalismo evoluiu e a forma de consumo e uso também.

Afinal de contas, menos é mais! Menos desperdício, mais aproveitamento.

Todas as imagens que estão neste post, estão compartilhadas no Pinterest Blog Marina Rosa que tem diversos pins de Moda Minimalista siga a gente por lá também <3

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